sexta-feira, 14 de maio de 2010
Desistência?
quinta-feira, 13 de maio de 2010


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Que saudades...
Beijando-me com fervor e
Todo carinho que há em seu coração
Que transfere-se para teu delicioso beijo.
Que saudades do teu olhar sereno
Olhando fixamente, baixinho para mim
Misturando emoções diversas
Sobretudo, a tranqüilidade e a segurança,
Que só tu me passas!
Que saudades das tuas mãos
Acariciando-me por toda a extensão do meu corpo
E sentindo novamente teu doce carinho
Acompanhado de amor e algo inexplicável,
Porém, extreamente bom!
Que saudades das tuas brincadeiras
Divertindo-me e arrancando sorrisos meus,
Mesmo que eu esteja triste e chateada
Mas que me encantam e fazem de ti
Esta pessoa divertida e algre como és.
Que saudades do teu largo sorriso
Admirável e magnífico,
Que estampa lindamente teu rosto
E me faz querer sorrir também,
Só ao olhá-lo...
Que saudades das tuas palavras doces
Que me confortam e falam o que preciso ouvir
Deixando-me tranqüila, sorrindo à toa
E me faz crer na pureza do nosso amor
Mesmo que as palavras sejam elogios para mim...
Que saudades do teu jeito cativante
De gozar a vida, de me amar
De andar, de me olhar
De falar, de me agradar
De resolver as questões, de me tratar
De teu jeito completamente encantador!
Que saudades do teu corpo,
Cada pedacinho dele que me leva ao delírio,
Que gosto de acariciar e brincar...
De beijar e chamar de meu
E que enche meus olhos de sede,
De te querer cada vez mais
Ainda mais quando, em seu calor, envolve-me...
Que saudades da tua presença
Ocupando cada segundo de meu tempo,
Que me faz querer gastá-lo como for impossível
E tornando-se a cada dia mais essencial em minha vida,
Tão sem graça antes de tu espalhar tua essência nela...
Que saudades de tu, meu amor
Por completo e de te amar sempre
Mas sobretudo, de teu coração
Que me conquistou e me conquista
E fez com que eu adorasse cada detalhe de tua existência
Querendo sempre mais, fazendo-me sentir estas saudades...
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Agora fostes para longe
Só restaram-me as boas lembranças...
E em ti meu pensamento...
As lágrimas insistem em querer aparecer
Mas ao meu anjos sem asas, a ti prometi
Que valente como guerreira e
Rígida como pedra eu serei
Mesmo longe, tão longe de meu coração
Sinto-te tão perto, como se ao meu lado estivesses
Ah! Como querias tu aqui...
Para ser meu por completo, como és realmente.
O círculo prateado reluz
Mostrando-me nossa históra
Tão bela e verdadeira.
Há muito para viver e parte dela completar
Pois um amor eterno não possui final!
Eu queria dormir e acordar apenas quando estiveres aqui
Porém, enfrentar o monstro da distância é necessário
Para que, enfim, possamos viver.
Há males que vêm para o bem
Está lançado o sacrifício...
Choramos nossa solidão amarga
E a dura saudade
Mas vivendo cada palavra falada,
Cada encontro, cada toque,
E o nosso amor sempre presente e vivo!
23/01/2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
As aparências enganam
Os últimos raios de sol ainda batem na parede opaca, enquanto o céu permanece negro, de um cinza sombrio. As árvores se agitam como se estivessem com medo do vento que as assusta. sábado, 14 de novembro de 2009
Apenas para me exprimir...
Há tantas coisas para eu descobrir
Tantos mundos para mergulhar
Aprender...
Encantar...
Sorrir...
Descobrir...
Verbos e mais verbos...
Quero poder ser livre...
Ler todos os livros que almejo...
Ajudar aqueles que precisam...
Salvar o meio ambiente...
Ensinar algo a alguém...
Aprender sobre as bandas que gosto...
Poder ter amigos que sempre sonhei e sair com eles...
Morar num lugar lindo, cercado de verde...
Sorrir todos os dias enquanto a brisa me abraça
Respirar ar puro, longe das cidades...
Há tantos desejos necessários...
Mas também há uma prisão,
Impedindo-me de expressar meus desejos ao mundo
E para o mundo...
Meus desejos refletem-se em minha prisão
E se convertem em melancolias e armaguria...
Por que tenho que ser parcialmente feliz?
Eu odeio sentir tudo isso...
(14/11/2009)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Para o concurso de poesia

Sombria e deserta.
Relvas me confundem
Estou fugindo dos meus pensamentos
Que me perseguem,
Como uma alma indefesa
Que foge de seu predador.
Estou caindo e não vejo nada.
Não há ninguém para me socorrer...
Não há quem me acompanhe e me ilumine.
Só há um coração frio que ainda insiste em bater...
A escuridão me acompanha
A cada passo dado...
Cobre-me como um manto negro
Protege-me e me guia.
Sussurra em meus ouvidos
Palavras doces que me acalmam.
De tempo em tempo,
Sinto o toque de uma criatura,
Invisível aos meus olhos,
Que me enfraquece devagar...
Tira minha energia,
Mas me extasia...
Galhos de árvores e folhas secas
Fazem-me feridas.
Meu choro é mudo
No meio de tantas sombras.
A criatura se esconde.
Ainda sinto seu toque
Suave, porém estranho...
Escuto sons ao longe
Eles se aproximam ligeiramente
Não sei aonde ir, não sei o que fazer.
Estou perdida, estou sozinha.
Tenho frio, tenho medo...
A natureza se faz minha amiga
Cipós me abraçam
E permaneço confortável entre eles.
A lua surge no alto e me ilumina
Revelando meu sangue doce
Destacado em meio a tanto verde...
Eis que, à minha frente, a criatura surge;
Olha-me com seus olhos sublimes
Hipnotiza-me com sua silhueta
Diversas vezes desaparece
Estou sonhando? – pergunto-me
E enfim...Transforma-me em sua rainha
Tocando seus lábios macios
Em minha carne.
Entrego-me a ele
Como uma alma entrega-se
Aos céus.
A tempestade surge
Como viesse para comemorar
A união da criatura
A chuva lava o sangue
Que escorre de sua boca
Revelando minha sede insaciável
Devoro-te com meus olhos, então sublimes.
Compartilhamos, enfim,
Nossa sede... nosso desejo...
Nosso sangue... e nossa carne...
Não há mais medo,Não há mais vida...
OU
E o Sol para amar a Lua.
Mas os dois foram separados
Causando uma dor crua.
Conosco isso não acontecerá.
Não posso viver longe de ti,
Dos teus olhos, que um dia me devorará,
Da tua linda pele nua
Que brilha com a luz da Lua
Todas as noites que te vejo
Todas as noites que te desejo...
E sonho que um dia serás meu
Poderei em seu corpo mergulhar
Perder minha pureza que já se perdeu
Nesse corpo que muito quero me entregar.
E em seus olhos me perder
Como a noite que se perde no alvorecer.
A tarde queima como meu coração
Que arde sem se ver.
Visto-me com veludo rubro do entardecer
Para seduzir e levar-te a tentação...
Na loucura da paixão
Cobrirei o teu corpo que tem alma de um deus
Com o brilho da Lua nesta noite da sedução.
Enfeitiçarei teu coração
Com o canta da Iara do ribeirão.
Venha, meu amor,
Caminhe nas nuvens comigo
Alivie minha dor
Acaricie minha boca com seus lábios.
Sua mão em meu rosto.
Mostre-me a morada dos anjos,
Deixe-me morar lá
Em sua casa, em seus sonhos...
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Sonhos e Vícios
Não tem por ques
Não tem motivos
Não há explicações...
O amor é algo sobrenatural:
Inexplicável.
Não se vê, não se ouve,
Não se cheira nem se come,
Apenas com o coração
Apenas se sonha...
E nos sonhos há todos os sentidos inimagináveis.
O amor é feito de sonhos
Tu és meu amor
Tu és meu sonho,
De todos o maior e,
Sem dúvidas, o melhor que posso sonhar
Inexplicável, complexo, infinito.
Eu te amo porque tenho que te amar.
Tu já se tornaste um vício alucinante
Que em minhas veias corre
Que faz meu coração acelerar.
Sinto necessidade de ti, meu sonho viciante!
Um amor inexplicável...
Sonhos e vícios...
Necessidade crescente...
Tudo que me mantém viva e alegre...
Por isto, quero-te para a eternidade, meu êxtase!
E eu te amo porque te amo...
(1º/07/2009)
domingo, 7 de junho de 2009
Amor, desejo e loucura
Provocando-me arrepio
E dilacerando meu coração.
Tua boca diz meu nome num sussurro.
Eu escuto hipnotizando, indo para ti...
Só escuto teu coração, que bate acelerado.
Minhas mãos tocam teu corpo.
Eu estremeço, fecho meus olhos,
Enquanto meu coração acelera num susto
E sente cada vez meu toque, meu dedilhar.
As roupas não quero sobre meu corpo.
Tu tiras uma a uma, calmamente,
Enquanto meu olhar acompanha teus olhos
E a ação de tuas mãos...
Tua face aparece à meia luz,
Revelando-me teu ar de mistério
Que descubro em cada toque ardente teu...
Quero tuas mãos tocando meu corpo nu.
Eu sentindo o acariciar, a suavidade de teus dedos.
Relaxo com meus olhos fechados
Esperando que tu me arranques mais um suspiro...
A loucura sobe minha cabeça,
Não sei onde me agarrar, onde me segurar
Para suprir meu êxtase de prazer e sede.
Arranho-me, aperto-me tentando aliviar minha excitação
E só consigo dores...
No corpo em que tu deverias acariciar...
Ah! como quero tantos os versos acima,
Cheios de amor, desejo e loucura.
De fogo que meu corpo quer exalar
Só por pensar na tua existência magnífica!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Seis

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Natureza artificial
O que é, eu não sei
Poderiam ser os vagalumes
Mas logo, quando vejo
São lâmpadas dos prédios...
Vejo pontos luminosos no céu
O que é, eu não sei
Poderiam ser as estrelas
Mas logo, quando vejo
São as luzes dos aviões...
Vejo sombras no entardecer
O que é, eu não sei
Poderiam ser sombras de muralhas
Mas logo, quando vejo
São as sombras dos prédios...
Vejo gotas de água caindo
O que é, eu não sei
Poderiam ser gotas de chuva
Mas logo, quando vejo
São gostas de um encanamento...
Sinto um cheiro agradável
O que é, eu não sei
Poderia ser das flores dos campos
Mas logo, quando percebo
É de perfume industrial...
Sinto uma brisa refrescante
Daonde é, eu não sei
Poderia ser dos ventos das montanhas
Mas logo quando percebo
É de ventiladores...
Ando neste chão duro
De que é, eu não sei
Poderia ser da terra seca,
Mas logo, quando vejo
É de asfalto...
Tantas coisas a minha volta
Que sonho serem isto,
Mas logo, quando percebo
São daquilo, da natureza artificial,
Tão bruta como seu criador...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Palavra misteriosa
Nunca pensei que uma simples palavra, tão comum, e tão sem importância fosse me causar uma imensa alegria quando a li, parecendo demoradamente no instante em que estava a minha frente, escrita em preto, num fundo azul claro. Um sorriso no rosto e mais de uma vez passei meus olhos pela mensagem que me foi enviada, aonde possuia a palavra tão bela quanto aquela no visor do meu celular. E só mesmo a pessoa que amo tanto poderia fazer daquela palavra, uma palavra especial e com um imenso significado como na mensagem. Se não fosse por ela, dizendo especialmente para mim, a palavra seria só mais uma dentre outros substantivos comuns.
Nem mesmo um "te amo" me fez ficar feliz como fquei e fico ao pensar no que esta palavra vai gerar, uma ação futuramente. Até gerou um texto, que é este que escrevo. Isto jamais havia acontecido, e é meio estranho, confesso, escrever sobre uma palavra sem graça, que eu não gosto tanto, e só agora, ela me faz sentido e nunca me pareceu tão bela, pelo o que está me significando.
Um "te amo" deveria valer mais do que esta mera palavra, eu sei, e todos sabem! Porém, não é só pela palavra, pelo que significa, mas é também pela ação que será gerada - como dito acima - no futuro. Passará de um simples substantivo comum para um objeto valioso, que representará não só um "te amo", mas como toda uma história vivida - e ainda vive! - por duas pessoas que se amam muito. E se não se amassem de nada valeria esta palavra, este objeto, que enfeitará em breve meu dedo, indicando para todos verem que eu tenho compromisso com alguém e que meu coração tem dono e que eu também sou dona do coração dele.
Simples palavra, mas com um significado e valor imenso para mim, ainda mais quando for passado de uma "teoria" para uma ação, um objeto.
Se quer saber qual palavra é - se ainda não imaginou ou não desconfiou - basta olhar em nos dedos de alguns casais apaixonados, sejam eles namorados, noivos ou casados, pois o significado e a representação é a mesma: de amor.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Amor
O meu amor vai levar
Numa tarde de verão
Bate forte meu coração
Amanhã não se sabe
Se você irá me amar
Só saberei
Se estiver escrito no seu olhar...
(2004)
*Primeira poesia*
domingo, 8 de junho de 2008
Tristeza
Tristeza
Tristeza,
É uma coisa que não é ilusão
Despedaça meu coração
Tento melhorar
Mas só consigo
É piorar.
Vejo em volta
A minha revolta...
E o pior...
Ninguém para me ajudar.
Meus olhos
Já não agüentando mais,
Deixam cair lágrimas sobre o rosto.
A tristeza é só na vida,
Mais um desgosto...
(2004)
Sem mais...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Janela Entre Dois Mundos

— Oi – ele respondeu com a voz surpresamente calma e fria, segurando-se para não soltar a lágrima que queria escorrer de seus olhos.
Procurou palavras, se enrolou, mas não sabia o que dizer. Não tinha pensando no que ia dizer ao chegar lá, nem mesmo imaginava como seria a pessoa que habitava aquela casa misteriosa. Foi direto ao ponto e explicou o que fora realmente fazer lá.
— Tudo bem, sem problemas.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Pra Nunca Mais Voltar
No telejornal, as mesmas coisas de sempre: desgraça, morte, corrupção, violência, doenças, guerra, miséria e fome.
"Hoje foi feita mais uma vítima das seqüências dos seqüestros relâmpagos. Só esta semana já foram cinco contando com..." 
Houve-se o barulho da televisão desligando. Jéssica a desliga já não mais agüentando tanta coisa negativa que destrói cada dia o mundo.
Sua irmã a olha como se quisesse perguntar: "Por que você fez isso? Eu estava vendo!", e responde antes que faça a pergunta:
- Não agüento mais ver isso! Não há necessidade! É sempre a mesma coisa, sempre as mesmas tragédias... Vou dormir... - anda em direção ao seu quarto, mas volta para dizer: - Aliás, só me acorde quando isto tudo acabar e o homem finalmente tiver consciência do que faz, das conseqüências que ele cria pra si, ok?
- Mas isto não vai acabar tão cedo!
- Por isso mesmo... Boa noite e adeus!
Ela segue pro seu quarto, pra nunca mais voltar...
domingo, 20 de abril de 2008
Índio
Já não são mais como antigamente, que vestiam suas prórprias vestes, mantinham seus mesmos costumes de ÍNDIO.
Hoje, eles querem ser como o "homem branco": querem vestir as roupas eles vestem, pintam o cabelo, usam chinelo, sapatos, etc... isto tudo perdendo seu cotume mesmo de índio... =(
Como é tão lindo ver um índio de cabelo lisinho, preto, em forma de cuia ou longo, como das mulheres, com franjinhas, com o rosto pintado com a tinta que eles colheram, seus cocares cheios de belas penas e penduricalhos, pulseiras, colares feitos pelas mãos das índias, comendo aquela comida que as índias colheram e moeram e os peixes que os homens pescaram à beira do rio, morarem em cabanas, ocas, dormir na rede, falando seu dialteto único, entre tantas outras característas próprias do índio...
É triste, muito triste saber que eles querem seguir o mesmo "passo" que o homem branco, pois eles são criaturas tão puras, e agora, uma vez misturado com o homem branco e suas coisas não tem mais volta...
As crianças nas escolas já não podem mais se fantasiar com cocáres e rosto pintado como se vê, mas sim com bonés e rostos pintados para homenagear...
Por isso os admiro: por sua coragem, por sua sabedoria (principalemente), seus costumes, suas curas com ervas, etc, enfim, todo seu jeito de viver, que é especial e único, e infelizmente isto tudo está se perdendo, pouco a pouco...
Tá certo, eles querem descobrir o novo mundo, pois este que nós vivemos é novo para eles e eles querem ver o que temos no nosso mundo que eles não têm, querem ver novas coisas, mas por isso, ao descobrir, acabaram querendo usá-las, incorporando em seu dia-dia. E isto, visto ao meu ver, é muito triste, pois eles acabam perdendo sua origem, deixando para trás o tradicional índio...
Eles podem rir com nosso mundo, achando tudo maravilhoso, e enquanto isso eu choro por deixarem seus costumes, tão belos, de lado...
domingo, 13 de abril de 2008
Desânimo
Eu preciso desabafar, e ó único que pode me "escutar" é esse espaço que agora escrevo. Palavras vazias com um coração, talvez, vazio.
Não há ninguém para ver estas minhas palavras de tristeza, de desânimo, ou ao menos comentar sobre e me perguntar: "O que foi Vivian?", fazendo uma cara, na qual não vejo, de tristeza ou pelo menos parecendo, por eu estar assim... E eu me importo com isso? Nem um pouquinho que seja. O que quero agora é desabafar, se alguém verá isso já não estou nem aí... Poderia escrever no Bloco de Notas ou em qualquer lugar escondido, mas não quero escrever. Quero que estas palavras estejam libertas nesta tela de computador e não em um quadriculado dentro da tela...
Meu desabafo principipal e minha razão por estar agora aqui é de desânimo. E por quê? Isso eu também não posso responder... Mas queria saber... Talvez seja porque eu sou "de lua" e aí eu fico assim. Eu sempre fico assim, já estou acostumada. E sabe, como é de costume, até peguei gosto pela coisa... até gosto de ficar pra baixo do nada...triste sem motivos, porque eu, vendo minha vida neste instante de toda sua parte, sou muito feliz! (eis que surge o primeiro ponto de exclamação), mas agora, nesta hora, são tão infeliz, e por isso sempre deduzo que fico triste do nada...como se fosse um milagre dos céus...
E quando isso começou?
Que eu me lembre...foi quando eu sentei nesta cadeira de madeira, olhei pra esta tela de 15" quadrada e então vi uma certa pessoa online no MSN. Se fosse como o costume iria falar com ela, mas a conversa que tive há 2 dias atrás me fez com que eu não fosse falar com ela. O motivo? Bobo: falei com ela tal coisa, como abrindo meu coração, em relação a ela mesmo; ela disse:
- Não sei o que dizer...
- Então não diga nada...
E aí, ela me disse coisas que não precisavam, não tinha nada a ver com o que eu disse, ou comigo, ou com a gente, apenas o que tinha acontecido com ela. Nada grave, apenas uma mudança. Mas sabe (?), eu preferiria que ela não tivesse dito nada, a ausência de palavras seria melhor.
A conversa acabou, pois eu não me sentindo bem, devido ao que se passara ali, fui embora com uma coisa incomodando meu peito. E meu coração sempre faz isso: sisma com algo bobo, como isto, e eu tenho de aceitar e ficar para baixo... E por isso que digo: nem eu me entendo. Meu coração tem "reações" que eu não consigo entender o porquê e eu preciso aceitar... É a vida...é a MINHA vida... Eu sou assim, "aceite-se, Vivian" - é o que posso dizer a mim mesma...
E vamos parando por aqui porque isto está virando um diário. Só espero que eu consiga me animar, nem que seja um pouco e enquanto isso fico sozinha... e indo mais pra baixo... caindo no poço sem fundo... Sorte minha que ninguém (pelo menos imagino assim) vai ler isto aqui.
Pode ser que apareça alguém falando comigo, e esta pode ser ELA, mas serei desânimada, respondendo às perguntas sem muita cerimônia, dramática como este longo texto, e ela fará aquela pergunta acima, eu diria "nada", e a conversa ficaria nisso mesmo...
E talvez eu mostre pra umas poucas pessoas isto... pois apesar de não dever mostrar, algo mais forte dentro de mim vai querer mostrar. Eu sou assim. E aquela pessoa, que me deixou assim (eu acho), ou melhor dizendo, que deve ser um pouco responsável por eu estar assim (e sem motivos "concretos"!), virá amanhã falar comigo na escola e eu abrirei um sorriso, feliz por vê-lo, depois de algum tempo sem vê-lo direito, devido à semana de olimpíada na escola. Abraçarei, ficarei feliz, animada, quem sabe... como de costume... Até a procurarei nos intervalos das aulas e o osbervarei lá de cima, do 3º andar, no recreio, como de costume em minha rotina... Isto tudo, creio eu... mas pode não ser assim...certo? Certo... - responde minha mente.
Ainda vão surgir palavras dentro da minha cabeça que eu vou querer escrever aqui, mas isto não farei, senão, apesar de o tempo estar passando rápido sem que eu perceba, só farei isto, mesmo não querendo fazer nada. E não seria uma má idéia ficar escrevendo, escrevendo, até escrever um "livro" (eis que surge algo... "irônico" dentre tantas palavras desanimadas) para ninguém (ou poucas pessoas) ver(em)
Enfim... até mais ver querido... (?)
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Encontro
Sempre imagino da mesma forma o encontro
que eu espero há algum tempo, ou melhor dizendo, há muito tempo, pois apesar de ser poucos meses, pra mim é muito. Cada dia caminha tão devagar que parece que passam o tempo em câmera lenta, ainda mais sabendo que eu estou longe do final feliz.
Mas isso não me impede de imaginar o tão esperado encontro como quero...
O cenário é a praia de Icaraí, situada onde moro, que está vazia: sem carros nas ruas, sem pessoas caminhando nas calçadas. Há somente ele me esperando num porto perto do campus da UFF; perto da pracinha. Ele está debruçado numa espécie de grade, no qual não existe de verdade, olhando distraído para o mar.
O dia está nublado, com o céu totalmente branco, como uma folha de papel, em que fossemos escrever com as nossas mãos a nossa história que se seguirá nesta grande folha.
Eu caminho lentamente, vindo do lado direito dele, olhando fixamente para ele que continua distraído sabe-se lá com o que.
Meu coração dispara a cada passo dado. A ansiedade toma conta de mim, fazendo-me suar frio. Só consigo ouvir meu coração desesperado, gritando para que todo esse momento de tensão, mas de extrema felicidade, acabe, deixando tudo suave...
Aproximo-me cada vez mais dele sem que perceba minha presença, somente quando paro ao seu lado. Ele se vira já olhando em meus olhos e fazendo surgir um largo sorriso. Respondo-lhe com o mesmo.
Não há palavras, só gestos. As palavras são desnecessárias. Todo gesto foi esperado há tanto tempo assim como este encontro, que parece que aconteceu por acaso, sem que esperássemos acontecer neste instante, mas que na verdade esperamos isso desde que nossos corações batem, de forma diferente.
Ele acaricia meu rosto, deixando que ele tome as decisões do que fazer. Estou hipnotizada só esperando o que ele quiser e por isso não posso mais seguir minha linha de pensamento. O encontro em minha mente acaba aqui... Já não sei o que faríamos e não cabe a mim imaginar...E sim ao destino, que a nós pertence.
Fim da linha.
